Olá seguimores. Voltamos com a sugestão de um novo lugar, o bairro da liberdade.
No século XIX, o bairro era conhecido como Bairro da Pólvora, em referência à Casa da Pólvora, construída em 1754 no largo da Pólvora. Era uma região periférica da cidade, e ficava no caminho entre o Centro da cidade de São Paulo e o então município de Santo Amaro. Existem duas versões para a adoção do nome "Liberdade"ː uma diz que é uma referência a um levante de soldados que reivindicavam o aumento de seus salários à coroa portuguesa em 1821, e que teria resultado no enforcamento dos soldados Chaguinhas e Cotindiba. O público que acompanhava a execução, ao ver que as cordas que prendiam Chaguinhas arrebentaram várias vezes, teria começado a gritar "liberdade, liberdade". Outra versão diz que o nome Liberdade é uma referência à abolição da escravidão.
Em 1779, próximo ao então largo da Forca, foi instalado o primeiro cemitério público aberto da cidade, destinado a enterrar indigentes e condenados à forca. O cemitério funcionou até 1858, quando foi inaugurado o cemitério da Consolação em terras doadas pela Marquesa de Santos.Conhecido atualmente por ser um bairro de orientais, a Liberdade era, originalmente, um bairro de negros.
A presença japonesa no bairro começa quando, em 1912, os imigrantes japoneses começaram a residir na rua Conde de Sarzedas, ladeira íngreme, onde, na parte baixa, havia um riacho e uma área de várzea.
Um dos motivos de procurarem essa rua é que quase todos os imóveis tinham porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos, moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Por ser um bairro central, de lá poderiam se locomover facilmente para os locais de trabalho.
Já nessa época, começaram a surgir as atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, formando, assim, a "rua dos japoneses".
Um dos pontos turísticos famosos desse bairro seria a Chácara Tabatinguera que foi umas das primeiras regiões ocupadas no bairro e onde foi erguido o Palacete Conde de Sarzedas, que também é conhecido como Palacete do Amor.
No local atualmente funciona o Museu do Tribunal da Justiça de São Paulo, as visitas monitoradas são gratuitas e acontecem de segunda a sexta das 11h ás 17h e devem ser agendadas com a coordenadoria do museu. Outras atrações pouco conhecidas mas que vale está no seu roteiro de o que fazer na Liberdade, são as suas igrejas, entre elas a Igreja Menino Jesus e Santa Luzia, Igreja de São Gonçalo, Igreja dos Aflitos e aIgreja Santa Cruz das Almas dos Enforcados.
O bairro hoje em dia é muito famoso também pela variedade de lojas que vendem especiárias e adereços da cultura japonesa. Desde culinária até produtos de beleza. Os mercados com prateleiras de itens japoneses, muitos deles importados, fazem sucesso e vale encarar os corredores apertados, na Rua Galvão Bueno estão o Empório Azuki, o Marukai, Casa Bueno eMerceria Towa. Para itens para casa a Tenman-Ya é especializada em porcelanas, já a Himeya e Omiyague vendem uma variedade de produtos pra decoração e presentes.
A Casa Fuji, Gigi, Lucky Cat e Fancy Goods têm ótimos achados interessantes, para maquiagem e cosméticos passe na Ikesaki e Loretta Farm e Beaty, já no Soho Plaza Shopping você encontra de tudo.
A Livraria Sol também precisa está no seu roteiro de compras na Liberdade, nela você encontra literatura japonesa da tradicional a pop, destaque para os marcadores de origami de gueixas, outras livrarias no bairro são a Fonomag e Livraria Chinesa.
Também há programas mais tranquilos como Na Rua Galvão Bueno está o Jardim Oriental, que conta com muito verde, um lago com carpas e tranquilidade mesmo quando está cheio, você até esquece que está em umas das ruas mais visitadas do bairro.
Os Templos e centros de meditação localizados na Liberdade é outra alternativa para quem busca momentos de paz e vale encaixar no seu roteiro.
No Templo Busshinji é oferecido meditação sem custo, basta chegar com 15 minutos de antecedênciaàs quartas e sábados às 18h, no Templo Lohan é aberto para visitação de segunda a sábado por uma pequena taxa (R$ 10) e também oferece visitas guiadas (R$ 30).
O Centro de Meditação Fo Guang Shan é aberto de terça a sábado para o público visitar das 10h às 18hcom entrada gratuita, faz parte da mesma escola budista do Templo Zu Lai em Cotia.





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