Boa tarde blogmores. Em continuação do post anterior, daremos outra sugestão de roteiro em homenagem ao feriado do DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA:

SAMBA DE VELA


O espaço da associação fica tomado pelas pessoas, que se sentam em volta da roda e cantam com os sambistas. Eventualmente, o grupo convida cantores e compositores para participar das sessões. Para que a festa não entre madrugada adentro, a vela que dá nome à roda foi a solução encontrada para delimitar o tempo de apresentação do grupo. Ela leva cerca de três horas para se queimar por completo. É quando todo mundo canta A comunidade chora e, assim, por volta das 23h, todos sabem que é hora de guardar os pandeiros para a sessão da semana seguinte. Além disso, uma sopinha deliciosa é servida para terminar a festa.
Não bastasse a vela ser o cronômetro do grupo, sua cor mostra aos frequentadores o tipo de samba que é executado. No começo do ano, a vela tem a cor rosa. Isso significa que o Samba está entoando canções totalmente inéditas, criadas pelos fundadores, pelas pessoas da comunidade ou por quem vem de fora - a festa é aberta ao público. "A gente vai avaliando o samba, vê se ele é bom e, depois de mais ou menos uns três meses, escolhemos os melhores. Aí a cor da vela muda, é a vela azul", explica Sousá. É como se fosse um período de avaliação, em que as composições são analisadas e escolhidas para entrar no "caderno", que é o livro oficial do Samba da Vela. Quando as quase 20 músicas, que serão cantadas no resto do ano, são escolhidas, a vela acesa no meio da mesa é a branca. Quando um novo ano começa, o ciclo tem início novamente. Igualzinho a uma roda.

Preço R$ 5 (a contribuição é voluntária)
Horário(s) A partir das 20h30.
Endereço
Praça Francisco Ferreira Lopes, 434, Sul 04751-070
Telefone (11) 5522-8897


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